Atrizes pornô, bebês 'reborn' e mulheres nuas no esgoto marcam a maior mostra de arte do mundo 🔒
O jornalista Silas Martí, da Folha de S.Paulo, visitou a Bienal de Veneza de 2026, que aposta em obras provocativas para refletir sobre um mundo em crise. Na reportagem, ele descreveu pavilhões como o da Áustria, criado pela performer Florentina Holzinger, que transforma o espaço em um cenário de colapso ambiental, com mulheres nuas, água, esgoto e performances que evocam a elevação dos mares e a destruição do planeta.
No da Dinamarca, Maja Malou Lyse critica a masculinidade tóxica e a chamada "machosfera" ao criar uma clínica de fertilidade high-tech, acompanhada de um filme protagonizado por atrizes pornôs. O Japão apresenta bebês "reborn" associados a tragédias históricas e retrocessos nos direitos queer e reprodutivos.
Outros pavilhões abordam migração, deslocamento e sobrevivência. O alemão recupera a arquitetura da antiga Berlim Oriental, enquanto o canadense usa uma estufa artificial para falar de fragilidade e exílio. Já a Rússia retorna à Bienal após ser autorizada a participar, apesar das críticas e sanções. Seus artistas promoveram uma festa com vodca e prosecco e apresentaram flores resistentes, numa provocação que reafirma a presença russa no cenário artístico internacional mesmo durante a guerra. |