A24: como o estúdio queridinho do cinema indie virou selo musical
Criado há 14 anos, o estúdio estadunidense A24 se tornou uma marca no cinema, que reúne fãs de seus filmes diversos, mas com estética e discurso próprios. A empresa já vinha fazendo parcerias com grandes músicos, e agora começou a dedicar uma de suas divisões à produção de obras musicais. A intenção não é apenas lançar trilhas dos filmes, mas favorecer a difusão de músicas plurais, pensadas para ir além das imagens e do enquadramento narrativo que os longas impõem.
Mulheres negras transformam os rumos do hip-hop brasileiro
Mulheres negras fazem parte da construção do hip-hop desde os anos 1980, mas apenas nos últimos anos elas passaram a ocupar, de forma mais ampla, espaços de destaque. É uma mudança que não surgiu espontaneamente – dependeu de décadas de luta, e as artistas ainda enfrentam machismo e racismo. Em reportagem para o Alma Preta, Verônica Serpa conversou com a pioneira Negra Li e com a pesquisadora Nerie Bento sobre esse movimento.
Teresa Cristina marca posição no bloco de sambas do primeiro álbum autoral da discografia, Tudo que eu tenho
A cantora Teresa Cristina lançou seu primeiro álbum autoral, Tudo que eu tenho. Composto de dez sambas, é um disco altivo de uma mulher que sabe o que quer, segundo o crítico Mauro Ferreira, do g1. Teresa se impõe como compositora em um mercado que tentou abafar a produção autoral da artista: o último álbum em que a carioca tinha cantado músicas próprias saiu em 2010. Em essência, Tudo que eu tenho simboliza a tomada de posição da artista na esfera da vida privada e também em âmbito social e político. |