Como cinéfilos e gamers lideram movimento contra extinção das mídias físicas 🔒
Cada vez mais, cinéfilos e gamers querem consumir, colecionar e preservar mídias físicas. Desde o ano passado, a queda das vendas desse formato desacelerou, e as videolocadoras ganharam novos frequentadores. Na Europa, um coletivo pressiona por uma legislação que proteja os jogadores contra o fim das mídias físicas de games.
Esses movimentos são uma resistência ao monopólio das grandes marcas, que se afastaram da mídia física para exercer controle. Com conteúdos digitais, o consumidor não se torna de fato proprietário do conteúdo pelo qual pagou, que pode ser removido a qualquer momento.
Além disso, certos filmes e games correm o risco de desaparecer: 51% dos filmes que deixaram a Netflix desde 2021 não entraram em outras plataformas. As empresas têm mais interesse em produzir e disponibilizar o próprio conteúdo do que preservar longas já existentes. Esse gargalo, somado a assinaturas progressivamente mais caras, que limitam o compartilhamento de senhas e a qualidade de imagem, também leva o público a buscar alternativas físicas. |